quinta-feira, 16 de abril de 2009
A Vizinha
Edson nunca foi um herói, nem mesmo um cavalheiro. Solitário, machista e egoísta, via o mundo com olhos céticos e total indiferença. Quando os gritos de sua vizinha, no apartamento acima, o acordaram no meio da madrugada, estava pronto para socar o teto de sua sala com o cabo da vassoura, mandando-a calar a boca. Mas acabou não fazendo, pois os gritos logo cessaram. No dia seguinte no elevador do prédio, Edson ouvia a velhas solteironas e fofoqueiras do andar de cima comentando sobre a vizinha que apanhava do ex-marido. Ele desprezava tanto essas senhoras que jamais as cumprimentava quando as via, simplesmente virava o rosto para o outro lado. Desta vez foi diferente, a história havia despertado sua curiosidade e ele entrou na conversa, dizendo que também havia acordado com os gritos. Ficou então sabendo que a vizinha era uma moça casada há cinco anos com um homem muito mais velho que não aceitou o divórcio quando ela pediu. Ela tinha um amante, dizem, e que este fora assassinado pelo velho traído. Mesmo não morando mais juntos, o velho a visitava quase toda noite, sempre bêbado, para violentar a mulher adúltera. A história causou repugnância em Edson. teve vontade de encontrar o velho safado e espancá-lo. No final do dia, ao retornar para casa depois do trabalho, Edson viu sua vizinha saindo de casa, ela tinha marcas no corpo. Marcas violentas que desfiguravam um corpo tão bonito. Ela era linda. Passou olhando para baixo e não respondeu quando Edson lhe desejou uma boa noite. Sentindo-se um idiota ele a viu sair do prédio, enquanto o porteiro lhe lançava um olhar que dizia "gostosa ela, não?". Edson ficou com vontade de mandar o porteiro ir à merda. De madrugada, novos gritos. Edson pulou da cama, correu para a sala, mas antes que abrisse a porta de seu apartamento já não ouvia mais nada. Pensou em voltar para a cama, mas não conseguiu. Saiu de pijama pelo corredor, subiu descalço as escadas e foi até o apartamento da vizinha. No caminho viu a porta do elevador se fechando, a luz no alto indicava que estava descendo. Seria o marido indo embora? Pensou Edson. A porta do apartamento dela estava entre aberta. A única luz vinha de um abajur caído no chão da sala. Caminhou lentamente em silêncio e evitando fazer barulho. Do quarto vinha uma luz fraca,mas que permitia ver jogada no chão uma touca de motoqueiro, bem próxima a porta. Na cama, para surpresa e espanto de Edson, estava sua vizinha amarrada pelos pulsos e canelas nos quatro cantos da cama, ela estava virada de barriga para baixo, de olhos vendados, com uma mordaça na boca e estava nua! Movia-se pouco, mas não forçava as amarras. Os punhos e as canelas já estavam bastante marcados. Emitia alguns gemidos, provaveis gritos de socorro abafados pela mordaça. Haviam marcas nas costas de socos e tapas, assim também como em sua bunda. Sua perfeita bunda pensou Edson, que nunca foi um herói. A visão por mais aterradora que fosse, despertou nele uma excitação muito rápida. Na penteadeira haviam diversas embalagens de camisinhas espalhadas, junto com vidros de perfumes derramados e cacos do espelho quebrado. O rapaz tirou a calça do pijama, a unica roupa que vestia e já excitado colocou uma das camisinhas. Subiu sobre a cama, colocando sou corpo sobre o dela, sentiu o perfume de seus cabelos, o calor de seu corpo que tremia e transpirava muito. Sabendo dos riscos que corria, ele largou o medo e rapidamente levou a mão até a vagina da moça - estava muito molhada. Colocou então seu membro, sentindo que ela forçava a vagina como se pudesse fechá-la. Buscando uma forma de resistencia a moça gemia mais forte e sacudia seu corpo, mas tudo isso apenas deixava Edson mais excitado, que a penetrava cada vez mais forte, buscando ir mais fundo. A moça contraia tanto seus glúteos que Edson, ficou tentado a fazer um anal com ela. Retirou seu membro da vagina e começou a forçá-lo no anus da mulher. A reação foi mais violenta, a mulher parecia estar com raiva, muita raiva. Ela se contraía tanto, dificultando a penetração de Edson, que o rapaz ficou com raiva, a puxou pelos cabelos e deu-lhe um tapa no rosto. Descontrolado, com um animal em frenesi, ele forçou mais até conseguir o que queria. Ficou penetrando-a até sentir seu orgasmo chegando, quando então, retirou a camisinha e gozou sobre as costas da moça. Rapidamente vestiu seu pijama, mesmo com o membro ainda ereto, e correu para seu apartamento. Em casa na cama, pensou no que acabara de fazer. Pensou no quanto era um canalha e que deveria ao menos ter soltado uma das mãos da mulher, para que ela pudesse se libertar. E com esses pensamentos não conseguiu dormir. Uma hora depois voltou ao apartamento dela, mas a porta estava fechada e trancada. Edson voltou para o seu apartamento. No dia seguinte, no elevador, as senhoras fofoqueiras comentavam que a tal vizinha foi vista numa sexshop comprando artigos de sado-masoquismo. E o porteiro confirmou que o marido dela a visitiva sempre duas vezes na madrugada, sempre com roupas diferentes, e que o velho morava no prédio ao lado. Edson, começou a entender a fantasia do casal. Loucos, ele pensou. E a moça, nunca conseguiu explicar para seu marido como apareceu uma poça de esperma em suas costas naquela noite.
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